É POSSÍVEL SER FELIZ - por Luciane Antunes (*) blog: http://matutage.zip.net/

 

Muitas vezes, as pessoas não querem se esforçar para serem felizes. Esperam da vida, esperam dos outros...reclamam de tudo e acham que a felicidade é inatingível...Outros nem querem ser felizes, por motivos diversos, preferem é viver na tristeza e amargura. Outros estão descobrindo e se aproximando da idéia da  felicidade, percebem-na mas ainda não se preencheram da mesma...

A verdade é que, sem um mínimo de esforço e cuidado, a felicidade realmente fica inatingível. Reclamar é fácil, porém, não adianta, é preciso sair do comodismo das lamentações...Sem "arregaçar as mangas" e "ir à luta", não se colhe os frutos da felicidade. Chamo de felicidade aquele sentimento de paz, serenidade, segurança, amor à vida, a si mesmo, aos outros...Uma sensação que preenche  e transborda de quem a conquista. Depois que conhecemos a felicidade, se torna difícil não lutar por mantê-la...Como "arregaçar as mangas" e ir à luta por esta felicidade?
Degrau por degrau, vamos subindo em direção a ela...Primeiro, conhecendo nossas emoções, aceitando nossos "defeitos" (aqui entendidos como a vivência de ações e emoções que nos intranqüiliza e entristece), lutando por abandoná-los, valorizando nossas "qualidades",  aceitando a vida e transformando o que pode e deve ser transformado, aprendendo realmente a amar aos outros, abandonando as "ilusões de felicidade' e procurando a verdadeira e perene felicidade. Esta não se resume a conquistas e prazeres temporários, pelo contrário, muitas vezes, a busca constante e excessiva destes prazeres temporários costumam ser uma compensação para o vazio causado pela falta desta felicidade, se torna um obstáculo para se ir mais adiante, uma queima de energias que não satisfaz realmente o ser...A verdadeira felicidade vai além disso... Parece tão mais difícil conquistá-la mas não é... A quem já aspirou um pouco do perfume desta felicidade, mais e mais vai conquistando-a...

(*) Publicado com a autorização da autora


 

 

O PRINCÍPIO 90 / 10 - Stephen Covey
 
 
Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que
se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a
forma como você reage ao que se passa com você.


O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10%
do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o
avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem
determinará os outros 90%.. Como? Com sua reação.

Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua
filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca
de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em
seguida será determinado por sua reação.

Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela
começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara
muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha
verbal. Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa.
Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba
perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai pro trabalho,
também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra
escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado.
Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de
trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra,
sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você
percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece
que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega
em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e
frias com você.

Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã. Pense:
por quê seu dia foi péssimo?

       A) por causa do café?

       B) por causa de sua filha?

       C) por causa de sua esposa?

       D) por causa da multa de trânsito?

       E) por sua causa?

A resposta correta é a E. Você não teve controle sobre o que aconteceu com
o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 min. foi o que deixou seu
dia ruim.

O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você
diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter
mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva,
você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá
um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.

Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito
diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua
reação.

Aqui temos um ex. de como aplicar o Princípio 90/10. Se alguém diz
algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os
comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia
não ficará arruinado.


Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica
transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que
acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar
tão chateado? Isto não funcionará. Use a energia da preocupação
para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai
atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração
com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu
tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se
só piora as coisas.

Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se
surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a
pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos
conhecer e praticar o Princípio 90/10.
 

 

Espiritualidade nos negócios (*)
Autor: Sergio Buaiz
 
 
Estranho, não? Quando ouvi este conceito pela primeira vez, confesso que não soou muito bem. Afinal, o que têm a ver espiritualidade e negócios? Será uma espécie de empresa ou produto gospel? Será que eles querem me converter? É alguma religião?!!!

Não tenho nada contra as religiões ou qualquer corrente filosófica que use esses termos. Entretanto, aprendi que sobre futebol, política e religião, não se discute. Ainda mais, misturado com negócios.

A verdade é que todo o estranhamento que se possa ter ao ouvir a palavra “espiritualidade” vem do costume que temos de associá-la com religiosidade, mas existe uma grande diferença entre elas. Não precisamos estar restritos a uma religião para compreender e manifestar a nossa própria espiritualidade.

Valores morais e éticos, solidariedade, atitude positiva e responsabilidade social são conceitos universais, que não estão limitados a uma religião. Contudo, têm a ver com esta compreensão espiritual de como podemos contribuir para cuidar do meio-ambiente e melhorar a nossa vida em sociedade.

O que você planta? O que você constrói? O que podemos fazer juntos? O que deixaremos como herança para as próximas gerações? Tudo isso tem a ver com a percepção e o entendimento da nossa capacidade individual e coletiva, para promover mudanças positivas, significativas e duradouras para a humanidade.

Percebeu a diferença entre espiritualidade e religiosidade?

Sendo assim, gostaria de tranqüilizá-lo de antemão: esse artigo não vai tratar de religiões, seitas, cultos ou qualquer outra crença, ok? Espiritualidade nos negócios é um conceito neutro e imparcial, que visa destacar valores e consciência humanitária.

Pronto! Agora, podemos remover aqueles bloqueios e preconceitos que nos impedem de assimilar novos conhecimentos. Podemos descartar qualquer conclusão precipitada e iniciar um diálogo franco, sobre este assunto que está revolucionando a gestão empresarial em todo o mundo.

Você já deve ter ouvido falar de responsabilidade social das empresas, iniciativas do Terceiro Setor, ética empresarial e outros conceitos disseminados em livros e publicações recentes sobre administração, mas talvez nunca tenha percebido a dimensão espiritual que está por trás de todos esses movimentos.

Quando se fala em espiritualidade nos negócios, não se trata de criar espaços alternativos para meditação ou promover orações entre os funcionários. Espiritualidade nos negócios tem a ver com a visão humanitária e responsável que deve andar junto com as expectativas de lucros dos gestores das empresas. Ou seja, acontece quando as pessoas que comandam uma determinada organização compreendem a importância de desenvolverem ações sustentáveis, em consonância com as aspirações e necessidades das comunidades que as mantêm.

O poder econômico e político das empresas é indiscutível. Por isso, qualquer mudança significativa na sociedade depende do apoio ou iniciativa direta das empresas, que devem agir com mais responsabilidade.

Entretanto, nada disso acontece enquanto não há uma compreensão espiritual desse papel na alta gestão das empresas. Não basta desenvolver projetos motivados por incentivos fiscais, ou com o objetivo puro e simples de associar sua imagem corporativa a uma ação politicamente correta. É necessário que haja um real comprometimento da organização com o todo, partindo da própria relação da empresa com seus empregados, até os produtos que leva ao consumidor e sua contribuição com o universo.

A princípio, parece um grande discurso demagógico. Falar em espiritualidade nos negócios soa utópico demais para a realidade nua e crua dos mercados, porém já está acontecendo. Algumas das maiores empresas do Brasil e do mundo começaram a despontar com iniciativas pioneiras, apoiadas por ONG´s internacionais e preceitos valiosos.

Afinal de contas, o que é lucrar? Será que o termo lucro está ligado somente a bens materiais?

Para os céticos que permanecem distantes de tudo isso, fica o convite de participarem da oficina “Lucrar também para o mundo – A Espiritualidade nos Negócios”, que acontecerá em São Paulo no próximo dia 4 de junho de 2002.

Apoiada pelo Instituto Ethos – Empresas e Responsabilidade Social (www.ethos.org.br), a oficina está sendo organizada pela WBA – World Business Academy (www.elos-wba.com.br) e visa promover um diálogo sobre esses assuntos. A idéia é examinar as mudanças fundamentais que estão ocorrendo nas lideranças e nas práticas de negócios., demonstrando a possibilidade de uma intervenção positiva imediata.

Será uma oportunidade de complementar o Spirit in Business 2002 (www.spiritinbusiness.org), realizado em Nova York entre os dias 21 e 23 de abril, com a coordenação conjunta de David Cooperrider, Peter Senge e Daniel Goleman. Na ocasião, mais de 500 pessoas entre empresários, consultores, representantes de ONG´s e professores de todo o mundo se reuniram para dialogar sobre o futuro dos negócios, partindo das premissas que:

-nosso cotidiano de trabalho não pode mais permanecer separado de nossa vida interior;
-a ética e a economia da sociedade podem e devem ser integradas;
-o sucesso dos negócios, no presente estágio da humanidade, depende de desenvolvermos habilidades e adotarmos princípios que contemplem os ambientes naturais, humanos e espirituais.

Continua parecendo estranho? E se for verdade? Não seria maravilhoso?

Pense nisso. O movimento já está acontecendo pelo mundo afora.

(*) Publicado no site  http://www.imovelnaweb.com.br e autorizada a sua republicação.


A Divina Escada
 
 
Cada mortal que sobre a Terra surgir
Receberá de Deus uma escada para subir;
E esta escada cada um há de galgar
Degrau por degrau. Desde o mais baixo lugar
Vai percorre-la, passo a passo: desde o início
 
Ao Centro do Espaço, ao seu próprio Princípio.    
Numa era passada, mas que hoje perdura,
Escolhi e moldei a minha escada; tu escolheste a tua.
Quer seja de luz ou seja obscura,
Por nós mesmos foi ela escolhida:
Uma escada de ódio ou de Amor,
Seja ela oscilante ou firmada com vigor.
 
Quer feita em palha ou formada em ouro rei,
Cada uma obedece a uma justa Lei.
E a deixaremos quando o tempo esgotado;
Dela toma-se posse ao ser de novo convocado.
Por vigias, em frente a um portão cintilante,
Ela é guardada para cada alma passante.
 
Mesmo sendo a minha estreita e a tua alargada,
Sozinho chego a Deus por minha própria escada.
A de ninguém posso pedir, nem a minha emprestar;
Com esforço em subir na sua, cada um tem de arcar.
Se, em cada degrau que escalares,
Só barreiras e tormentas encontrares;
 
Se pisares sobre ferro carcomido e madeira bichada,
A ti cabe transformar tudo isto para, seguro, galgares tua escada.
Reforça-la e tê-la sempre reconstruída
É a tua tarefa árdua, mesmo que longa seja tua vida.
Chegando ao fim da Escada, já terás cruzado a PONTE
Que te dará todos os tesouros da Terra, e do Espírito Divino, a FONTE.
 
Tudo o que de outra forma se possa obter
Será ilusão apenas. Não pode permanecer.
Em revoltas inúteis não faremos o tempo fugir.
Subir, cair, reconstruir; cair, subir, reconstruir,
Cumpramos isto, até que nossa carreira humana nos leve a toda a Verdade,
Até que juntos, homem e Deus sejamos UMA só Divindade.
 
joao zamoner

Acredite... ou seja surdo!

Era uma vez uma corrida de três de sapinhos ! O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.

Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles.

 
Começou a competição.
 
Mas como a multidão não acreditava que os
sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre,
o que mais se ouvia era:
 
"Que pena !!!
esses sapinhos não vão conseguir...
...não vão conseguir..."
E os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida
em busca do topo...
A multidão continuava gritando :
 
"... que pena !!! vocês não vão conseguir !..."
E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um...
menos aquele sapinho que continuava tranqüilo...
embora cada vez mais arfante.   
Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele... 
A curiosidade tomou conta de todos.
Queriam saber o que tinha acontecido...
E assim, quando foram perguntar ao sapinho
como ele havia conseguido concluir a prova,
aí sim conseguiram descobrir...  que ele era surdo !
Não permita que pessoas com o péssimo hábito
de serem negativas,
derrubem as melhores e mais sábias
esperanças de nosso coração !
Lembre-se sempre :
Há poder em nossas palavras e em tudo o que pensamos...

Portanto, procure sempre ser POSITIVO !   

Enviada por Paulo Fiqueiredo

www.grupos.com.br

 


UMA HISTÓRIA DE AMOR: a corrente do bem!

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento.
Chovia forte e já era noite. Mas percebeu que ela precisava de ajuda.

Assim parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a
tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele
estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para
ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?

Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pode ver que
ela estava com muito medo e disse: Eu estou aqui para
ajudar madame, não se preocupe. Por que não espera no carro onde
está quentinho? A propósito, meu nome é Renato.

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora
de idade avançada era ruim o bastante. Renato
abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Ele já estava
trocando o pneu. Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma
das mãos.

Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a
conversar com ele. Contou que era de São Paulo e que
só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela
preciosa ajuda.

Renato apenas sorriu enquanto se levantava... Ela perguntou quanto
devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha
imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido
se Renato não tivesse parado e ajudado.

Renato não pensava em dinheiro, aquilo não era um trabalho para
ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade
e Deus já lhe havia ajudado bastante. Este era seu modo de viver e
nunca lhe ocorreu agir de outro modo. E respondeu: Se
realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que
precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de
que ela precisar.

E acrescentou: .. e lembre-se de mim.

Esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido
um dia frio e deprimente, mas ele se sentia bem, indo
para casa, desaparecendo no crepúsculo.

Alguns quilômetros abaixo a senhora parou seu carro num pequeno
restaurante. Entrou para comer alguma coisa. Era um
restaurante muito simples, e tudo ali era estranho para ela. A
garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que
pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce
sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia
inteiro de trabalho não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de
gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores
mudarem a sua atitude.

A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco,
podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou
de Renato.

Depois que terminou a sua refeição, enquanto a garçonete buscava
troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou.

Já tinha partido quando a garçonete voltou.

A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido
quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha
mais 4 notas de R$100,00. Existiam lágrimas em seus olhos quando leu o
que a senhora escreveu. Dizia: - Você não me deve
nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou hoje e da mesma
forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me
reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor
terminar com você, ajude alguém.

Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas
para servir, e a garçonete voltou ao trabalho. Aquela
noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu
marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e
no que a senhora deixou escrito.

Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam
disto? Com o bebê que estava para nascer no próximo
mês, como estava difícil!

Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande
sorriso, agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado
marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
Tudo ficará bem; eu te amo... Renato!

Pense nisso, e se você quiser me pagar por este e-mail,
retransmita-o aos seus amigos e não deixe isto morrer com você..

A VIDA É ASSIM .. UM ESPELHO . TUDO QUE VOCÊ TRANSMITE VOLTA PRA VOCÊ
E GERALMENTE EM DOBRO ...


DEUS não escolhe os capacitados, mais capacita os escolhidos!!!

Enviado por Jeane Esteves

 


 

UMA SÓLIDA AMIZADE

No século IV A C., em Siracusa, na Sicília, havia dois amigos inseparáveis. Nada havia que um não fizesse pelo outro.

Certo dia o rei de Siracusa, Dionísio, aborreceu-se ao tomar conhecimento de certos discursos que Pítias vinha fazendo.

O jovem pensador andava dizendo ao público que nenhum homem devia ter poder ilimitado sobre outro. E que os tiranos absolutos eram reis injustos.

Presos ambos os amigos, Pítias reafirmou perante a autoridade real as suas idéias. O que dizia ao povo era a verdade e portanto a sustentaria, custasse o que custasse.

Acusado de traição, Pítias foi condenado à morte. Como seu último desejo, pediu ao rei que o deixasse dizer adeus à sua mulher e filhos e por os assuntos domésticos em ordem.

Dionísio riu do desejo do condenado.

"Vejo que além de injusto e tirano, você também me considera um tolo. Se sair de Siracusa, tenho certeza que nunca mais voltará", disse o rei.

Foi nesse momento que Damon adiantou-se e ofereceu-se como garantia. Ficaria em Siracusa como prisioneiro, até o retorno do amigo.

"Pode ter certeza de que Pítias voltará. Nossa amizade é bem conhecida. Eu ficarei aqui."

Ainda um tanto desconfiado, Dionísio examinou os dois amigos. Alertando Damon que, se Pítias não voltasse, ele morreria em seu lugar, aceitou a oferta.

Pítias partiu e Damon foi atirado na prisão. Muitos dias se passaram. Pítias não voltava e o rei foi verificar como estava o ânimo do prisioneiro.

Estaria arrependido de ter feito o acordo?

"Seu tempo está chegando ao fim", sentenciou o rei de Siracusa. "será inútil implorar misericórdia. Você foi um tolo em confiar em seu amigo. Achou mesmo que ele voltaria para morrer?"

Com firmeza, Damon respondeu: "é um mero atraso. Talvez os ventos não lhe tenham permitido navegar. Talvez tenha tido um imprevisto na estrada. Guardo a certeza que, se for humanamente possível, ele chegará a tempo."

Dionísio admirou-se da confiança do prisioneiro.

Chegou o dia fatal. Damon foi retirado da prisão e levado à presença do carrasco.

Lá estava o rei, sarcástico, gozando sua vitória.

"Parece que seu amigo não apareceu. Que acha dele agora?" Perguntou.

"É meu amigo. Confio nele", foi a resposta de Damon.

Nem terminara de falar e as portas se abriram, deixando entrar Pítias cambaleante.

Estava pálido, ferido e a exaustão lhe tirava o fôlego. Atirou-se nos braços do amigo.

"Graças aos céus, você está vivo!" - falou soluçando. "parece que tudo conspirava contra nós. Meu navio naufragou numa tempestade. Depois, bandidos me atacaram na estrada."

Recusei-me, contudo, a perder a esperança e aqui estou. Estou pronto para cumprir a minha sentença de morte."

Dionísio ouviu com espanto as palavras. Era-lhe impossível resistir ao poder de tal lealdade.

Emocionado, declarou: "a sentença está revogada. Jamais acreditei que pudessem existir tamanha fé e lealdade na amizade. Vocês mostraram como eu estava errado. É justo que ganhem a liberdade. Em troca, porém, peço um grande auxílio."

"Que auxílio?" Perguntaram os amigos.

"Ensinem-me a ter parte em tão sólida amizade."

 

Amizade é mais que afinidade. Envolve mais que afeição.

As exigências da amizade - franqueza, sinceridade, lealdade incondicional e auxílio a ponto do sacrifício - são estímulos poderosos para o amadurecimento moral e o enobrecimento.

A amizade genuína requer tempo, esforço e trabalho para ser mantida. A amizade é algo profundo.

De fato, é uma forma de amor.

Enviada por André Santos

 

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